sábado, 30 de maio de 2015
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Presidente Drógado e a Banda Suporte
Após 16 anos voltei a pisar um palco. Desta vez na TABERNA DAS ALMAS em Lisboa, a convite da 20 20 20, num evento repleto de músicos, DJ's e artistas espetaculares.
A experiência PRESIDENTE DRÓGADO é para continuar!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ron Gutman: The hidden power of smiling | Video on TED.com
Ron Gutman: The hidden power of smiling Video on TED.com
Coisas que valem a pena, no mais brilhante site dos últimos anos...bah: porque não dizer já O MELHOR SITE DESDE QUE A WEB NASCEU :)
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Existênciário
Consumimos os dias em degladio. Gáudio do ego este circo de "panem et circensis" das almas. Comanda o ror das emoções e frustrações. Sería isto tudo antítese o morrer em silêncio, passar incólume e fugazmente na travessia da vida; acossado como uma besta que não reconhece a sua irracionalidade. Ao invés, exprimimos a essência do ser na diversidade que custará sempre aos outros entender. Os que buscam a identificação, as tribos, a idolatração, sairão sempre e rapidamente desiludidos e gorados aos primeiros sinais de incompreensão do outrem.
A diversidade é o que nos une. É o gerador de ódio que alimenta a fome da racionalidade. É o que nos leva ao inevitável fim dos tempos. Onde estão os iluminados que não perfilham estes passos? Passeiam-se crentes ou descrentes? Camuflam-se na exibição descomplexada das pequenas obras da sua vida? Têm ou terão uma aura ou halo e, quer queiram ou quer não, contribuem para o caos da sapiência que é esta espuma dos dias? Têm asas?
A histeria é que sem dúvida fala mais alto. O mundo não é assim tão inteligível e não é tão grande quanto isso; tudo é de uma pequenez incomensurável.
Admito ter vivido até hoje, como muitos, sob a promessa de a troco da felicidade eterna, viver como um imbecil feliz. O imbecil é o que não se questiona. Questiono-me sobre o Deus que não teve oportunidade ou vontade de se apresentar de forma inequívoca e inquestionável. É isto que legitima a minha liberdade mas que aumenta também exponencialmente as minhas dúvidas e questões sobre alguns dogmas; a minha deferência para com o próximo também é acrescida, o que em certas circunstâncias muito me apraz. Porventura terá tido este Deus manifestações que não vislumbrei ou reconheci...que sei eu, pessoa que não distingue uma azémola, ainda que esta voe, absorto que estou sempre em algo...
Em pequeno, aquando da minha primeira comunhão, nos momentos que precederam este importante acto de fé, fiz a minha primeira confissão a um Padre irlandês. Confessei-lhe o que tinha feito (que fiquei a saber do pecado original) e o que não fiz (por receio de não ser igual aos pecadores normais), tudo por receio de uma réplica divina ou terrena que se remiu a troco de "avés-Marias" e "Pais-nossos". Inventei os pecados que viria a fazer porque alguem os quiz ouvir e assim submeter-me a uma ideia de ordem na terra e nos céus um pouco medievalesca para os tempos modernos.
É estranho este coadunar de hábitos, concomitante com o homem de hoje. É o homem de hoje igual ao de ontem?
Assim se obtém a paz; seguindo o "manual de maus costumes", escrito em variadas versões (o novo e o velho) que nos confundem. Poderíamos ter seguido a "Ilíada de Homero", mas não foi o caso. Há quem hoje siga o Harry Potter, ou uma carreira profissional. Seguimos o Deus que sacrificou o filho, o cordeiro, o "Agnus Dei". Transubstanciamo-lo e não lhe seguimos os passos. Todos queremos ser o Cristo, mas na hora da diferenciação somos a sua antítese, fazendo actos de contrição, carpindo e balbuciando "mea culpa, mea massima culpa" num ritual de quotidiano que os tempos já banalizaram.
Estranho mundo este. Talvez no próximo em que vier a estar, compreenda melhor a nova versão de Deus que se me apresentar.
Admito ter vivido até hoje, como muitos, sob a promessa de a troco da felicidade eterna, viver como um imbecil feliz. O imbecil é o que não se questiona. Questiono-me sobre o Deus que não teve oportunidade ou vontade de se apresentar de forma inequívoca e inquestionável. É isto que legitima a minha liberdade mas que aumenta também exponencialmente as minhas dúvidas e questões sobre alguns dogmas; a minha deferência para com o próximo também é acrescida, o que em certas circunstâncias muito me apraz. Porventura terá tido este Deus manifestações que não vislumbrei ou reconheci...que sei eu, pessoa que não distingue uma azémola, ainda que esta voe, absorto que estou sempre em algo...
Em pequeno, aquando da minha primeira comunhão, nos momentos que precederam este importante acto de fé, fiz a minha primeira confissão a um Padre irlandês. Confessei-lhe o que tinha feito (que fiquei a saber do pecado original) e o que não fiz (por receio de não ser igual aos pecadores normais), tudo por receio de uma réplica divina ou terrena que se remiu a troco de "avés-Marias" e "Pais-nossos". Inventei os pecados que viria a fazer porque alguem os quiz ouvir e assim submeter-me a uma ideia de ordem na terra e nos céus um pouco medievalesca para os tempos modernos.
É estranho este coadunar de hábitos, concomitante com o homem de hoje. É o homem de hoje igual ao de ontem?
Assim se obtém a paz; seguindo o "manual de maus costumes", escrito em variadas versões (o novo e o velho) que nos confundem. Poderíamos ter seguido a "Ilíada de Homero", mas não foi o caso. Há quem hoje siga o Harry Potter, ou uma carreira profissional. Seguimos o Deus que sacrificou o filho, o cordeiro, o "Agnus Dei". Transubstanciamo-lo e não lhe seguimos os passos. Todos queremos ser o Cristo, mas na hora da diferenciação somos a sua antítese, fazendo actos de contrição, carpindo e balbuciando "mea culpa, mea massima culpa" num ritual de quotidiano que os tempos já banalizaram.
Estranho mundo este. Talvez no próximo em que vier a estar, compreenda melhor a nova versão de Deus que se me apresentar.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O Halo
Alguém disse um dia que a vida é uma travessia de conhecimento. Atrevo-me a acrescentar a este brilhante raciocínio de que esta travessia ruma á morte, envolta num halo tridimensional de conhecimento, de deleite e intenso tráfego de almas que connosco se cruzam, de forma aparentemente desordenada; cruzamos, embatemos, viajamos perto e longe, por vezes até numa interminável fila, tal qual um carreiro de formigas. Aqui está o que poderá ser o insondável desígnio: esta viagem nesse conceito cósmico que é o tempo, onde as almas se transubstanciam.
Cruzei-me com uma alma dessas algures por estes dias ao descer a Avenida da Liberdade, aí a chegar ao antigo cinema Éden. Nome curioso para tão curioso encontro. Depara-se-me um indivíduo de aspecto andrajoso, talvez 60 anos, barba e cabelos longos, indumentária que o identifica claramente com um dos sem abrigo que habitam esta grande casa que é Lisboa. Corria apressadamente em jeito de jogging passeio abaixo, batendo insistentemente na barriga. Marcou passo ao meu lado e muito seriamente, de semblante preocupado, diz-me: “o senhor não está bem; o senhor não está mesmo bem…”. Repetiu a lengalenga sem que obtivesse da minha parte qualquer resposta; que dizer e a quem? Apanhou-me perturbado, este senhor! Absorto na possível resposta, sou entrecortado por nova lengalenga, desta vez dirigida a alguém que passa em sentido contrário. “o senhor também não está bem; o senhor também não está mesmo bem…”. Mais uma senhora que cruza apressada: “A senhora está bem. A senhora está mesmo bem…”.
Aqui pensei variadíssimas coisas, enquanto o homem seguia apressado o seu caminho: não me deveria inquietar; é a realidade que se está a enganar. Este homem estava bem porque decerto jejuava da fome. A transubstanciação de nada lhe vale: pode a vernacular parecença com o Cristo nada fazer: a àgua não se transformará em vinho e as pedras em pão. A substância é o que lá está: a fome – aquilo que uma coisa é. O “além” do latim “trans”, não cabe aqui. É um mistério que este Homem porventura nunca enfrentará. Digo porventura, porque no fim o halo se apagará e daí para a frente, confronto-me novamente com o insondável desígnio e o assustador vazio desse mesmíssimo halo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O Regular funcionamento das instituições democráticas – parte II – Chamar os bois pelos nomes.
O 1º boi. Envergonho-me do Presidente da Republica escolhido democraticamente pelo povo. Em comum, só o gosto pelo bolo-rei. Ainda assim, julgo que não o diria publicamente, mastigando e projectando “gafanhotos”, em frases lentas e repensadas, no receio de ferir susceptibilidades ou quiçá, deliberadamente nunca se comprometer com seja o que for. É este o responsável pelo fartar de vilanagem a que esta terra foi acometida aquando dos primeiros quadros de apoio Comunitário;
O 2º boi. Vulgo: bochechas. Animal político que mete e tira socialismos da gaveta de acordo com as conveniências e interesses do momento. O inicio da precarização de tudo o que Abril já tinha dado com atraso de pelo menos 50 anos, para não ir mais atrás à inexistência de revolução industrial; essa responsabilidade cabe aos nossos antepassados Reis de Portugal, que tão bem delapidaram aquém e além-mar.
O 3º boi. Uma junta deles, com os dois abegões que supra-citei á cabeça e à cernelha. Trabalhinho perfeito nas últimas três décadas.
O esquema de alternância política hoje denominada neo-liberal e que ainda conheço pelo nome arcaico e vulgo de capitalismo selvagem, têm favorecido, quer a nível nacional, europeu e internacional, o acentuar das desigualdades. Não será necessária muita inteligência para prever que esse caminho é o da destruição do planeta. Ou pelo menos de alguns do planeta.
Todas as dividas e dividendos, tal como a vida, o amor e a morte têm com certeza uma T.A.E.G.; para aplaca-la, um pouco de “burguesismo” acessível aos miseráveis… de quem falo? Uma crescente massa de licenciados de um incrível analfabetismo funcional, de um complexo de superioridade invejável ao próprio Rasputine, cuja “burguesisse” é cultura e aculturação. São estes os quadros médios que agastam as coisas de que se fazem coisas.
Recebi um mail curioso, aqui há uns dias atrás. Uma Fundação (só o nome “Fundação” esconde-me sempre algo…), convida-me a participar num evento que visa discutir Portugal. Nome sugestivo: Fundação Lusitania. Tema:1ª Conferência da Portugalidade – Valores, estratégias e soluções. Promovido por um certo CRES (Clube de Reflexão Económico-Social) e patrocinado por uma série de instituições privadas, empresas, que por certo ao abrigo do mecenato, obtêm (dois em um) mediatismo e fazem lobby. Que raio: as esmolas nunca são anónimas; deve ser algum tipo de auto-absolvição do “euísmo”. Forte contributo para democracias musculadas, é o que é! A julgar pelas personalidades promotoras que estão visíveis; as outras…estão ocultas.
O antigo regime teve ao menos esta virtude: legitimou um 25 de Abril que hoje seria impossível, até porque, desregularia o regular funcionamento das instituições democráticas.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O Regular funcionamento das instituições democráticas.
É este o lugar-comum empregue nas três últimas décadas pelos políticos que têm ocupado o poder, depois da legitimidade imposta pelo sufrágio estar posta em causa. É o que faz a variação estatística de números frios do desemprego, do desequilíbrio da balança de transacções, das disparidades de rendimentos, do produto interno bruto, do banco alimentar contra a fome, do défice, das finanças públicas, dos atentados ao aparelho produtivo do país, do roubo legitimado por uma justiça cara, morosa e inacessível. Estaria aqui todo o dia a enumerar as causas do desastre económico e social desta minha terra, não fora a manobra de diversão mediatizada dos golpes e intrigas palacianas do quotidiano, os fait-divers sobrepostos à factualidade da causa-efeito, a fulanização da política em detrimento dos projectos e, em suma, a mediocridade das pessoas.
Disse o Fernando Pessoa que, o homem é um animal irracional. Não poderia estar mais de acordo com ele, se contextualizar estes factos com a sabuja política feita por homens; em especial, com os homens que não estão movidos por ideais ou alguma dose de utopia; que fazem da nobre actividade uma carreira política de evolução por diuturnidade; que não se abnegam pela lógica de defesa do mais fraco; que acicatados pelas novas teorias dos gurus da psicologia positiva e formados pelas mais competentes escolas de ciências politicas e sociais se transformam em comentadores de média (para não lhes chamar outra coisa). É para mim incompreensível a indecisão de voto se quiser ser honesto e pragmático, numa lógica actual de governos em maioria.
Assim vivemos 48 anos e assim viveremos num estado pouco Kantiano, de onde as minorias informadas se sobrepõem às maiorias desinformadas, tal qual o fascismo cultural de que Pier Paolo Pasolini falava.
Pois, na minha lógica, a lógica de alguma democracia resquícia da racionalidade, não deixarei de ser aquilo que sempre fui; No dia que o fizer, será porque não o terei sido nunca na realidade – parafraseando o Saramago.
Haverá uma minoria que contesta, reclama, critíca e não deixará passar impune; sobretudo, amará esta terra e este povo que tantas vezes não merece ser assim amado.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Bruma
como qualificar as palavras sabendo que dançam no palco conforme os olhos de cada um. Na passada semana, rompi o quotidiano ao fim do dia de trabalho, contrariado, participando por convite numa festa de aniversário de praia de uma criança amiga da B. Uma tenda que relembrava "Um chá no deserto". Colares de flores que me inspiraram a uma felicidade momentânea. Belo fim de dia quente, mas não asfixiante. Na altura de cantar o "parabéns-a-você", P faz o seguinte introito dedilhando na guitarra (que desconhecia saber que tão bem arpejava - a política dá estes ares...): "vamos também dedicar estes parabéns ao (...), que partiu ontém; sabes, lá no céu estão muitos anjinhos que vão tomar conta de nós, e se lhe dedicarmos também estes parabéns ele vai ficar decerto muito feliz, pois será ele próprio um anjinho".
Palavras lindas... identifica a natureza da pessoa pela sua geuinidade, facto que me comoveu particularmente.
Esta minha calma interior dos últimos dias tem-me trazido como é hábito desde sempre, bons e menos bons momentos. Esta minha calma interior tem feito com que enfrente todos estes momentos bons e adversos com uma musicalidade inaudita. Adorei a névoa que atravessei em direcção a Coruche esta madrugada, ao som do "Meddle" - Pink Floyd.
Assim, partilho-os para que não seja colocado no saco depreciativo dos seres humanos. Há seres humanos e seres humanos... mesmo os com quem não me identifico têm por vezes algo bom. Esse algo é a quantificação e a qualificação do ser. A aptência e o humor com que enfrento o algo é que pode variar de dia para dia. Aqui reside o problema, estou em crer.
Koi
Koi é a definição de carpa em japonês. Durante os anos que passo na região de Odeceixe - Alentejo Litoral, sempre me despertou a atenção uma pequena tabuleta tosca mas bonita, junto aos viveiros Vicentinos que anuncia: “we sell Koi Karps”. A tabuleta resiste anos a fio e terá sido já repintada infinitas vezes. Bem pode; anuncia a vida de um peixe que pode viver infinitamente. Existem registos de carpas Koi com 200 anos…
Dizem-me existir cerca de 100 variedades de carpas, de acordo com algumas teorias (existem teorias) descendentes de 3 linhagens iniciais. O desenvolvimento de novas linhagens é feito actualmente pelo domínio da genética.
É elegante o bailado destes especímenes. Se tomarmos em conta o treino que têm em 200 anos, as inúmeras mutações de pele perfeitamente previstas pelos estudiosos e amantes deste peixe, que inspirarão por certo as coreografias que produzem.
Um bom exemplo é a Kohaku / Goshiki. Um peixe com um padrão clássico de Kohaku (manchas vermelhas sobre um branco neve) durante cerca de 6 meses. Contudo gradualmente desenvolve cores de Goshiki (Koi com um padrão de 5 cores, vermelho, branco, preto, azul claro e azul escuro), as quais retêm durante 6 meses e posteriormente reverte outra vez para Kohaku. Extraordinário também o facto de poderem atingir 120 cm na idade adulta...
O que verá este peixe em 200 anos?Um bom exemplo é a Kohaku / Goshiki. Um peixe com um padrão clássico de Kohaku (manchas vermelhas sobre um branco neve) durante cerca de 6 meses. Contudo gradualmente desenvolve cores de Goshiki (Koi com um padrão de 5 cores, vermelho, branco, preto, azul claro e azul escuro), as quais retêm durante 6 meses e posteriormente reverte outra vez para Kohaku. Extraordinário também o facto de poderem atingir 120 cm na idade adulta...
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