como qualificar as palavras sabendo que dançam no palco conforme os olhos de cada um. Na passada semana, rompi o quotidiano ao fim do dia de trabalho, contrariado, participando por convite numa festa de aniversário de praia de uma criança amiga da B. Uma tenda que relembrava "Um chá no deserto". Colares de flores que me inspiraram a uma felicidade momentânea. Belo fim de dia quente, mas não asfixiante. Na altura de cantar o "parabéns-a-você", P faz o seguinte introito dedilhando na guitarra (que desconhecia saber que tão bem arpejava - a política dá estes ares...): "vamos também dedicar estes parabéns ao (...), que partiu ontém; sabes, lá no céu estão muitos anjinhos que vão tomar conta de nós, e se lhe dedicarmos também estes parabéns ele vai ficar decerto muito feliz, pois será ele próprio um anjinho".
Palavras lindas... identifica a natureza da pessoa pela sua geuinidade, facto que me comoveu particularmente.
Esta minha calma interior dos últimos dias tem-me trazido como é hábito desde sempre, bons e menos bons momentos. Esta minha calma interior tem feito com que enfrente todos estes momentos bons e adversos com uma musicalidade inaudita. Adorei a névoa que atravessei em direcção a Coruche esta madrugada, ao som do "Meddle" - Pink Floyd.
Assim, partilho-os para que não seja colocado no saco depreciativo dos seres humanos. Há seres humanos e seres humanos... mesmo os com quem não me identifico têm por vezes algo bom. Esse algo é a quantificação e a qualificação do ser. A aptência e o humor com que enfrento o algo é que pode variar de dia para dia. Aqui reside o problema, estou em crer.


Sem comentários:
Enviar um comentário