O 1º boi. Envergonho-me do Presidente da Republica escolhido democraticamente pelo povo. Em comum, só o gosto pelo bolo-rei. Ainda assim, julgo que não o diria publicamente, mastigando e projectando “gafanhotos”, em frases lentas e repensadas, no receio de ferir susceptibilidades ou quiçá, deliberadamente nunca se comprometer com seja o que for. É este o responsável pelo fartar de vilanagem a que esta terra foi acometida aquando dos primeiros quadros de apoio Comunitário;
O 2º boi. Vulgo: bochechas. Animal político que mete e tira socialismos da gaveta de acordo com as conveniências e interesses do momento. O inicio da precarização de tudo o que Abril já tinha dado com atraso de pelo menos 50 anos, para não ir mais atrás à inexistência de revolução industrial; essa responsabilidade cabe aos nossos antepassados Reis de Portugal, que tão bem delapidaram aquém e além-mar.
O 3º boi. Uma junta deles, com os dois abegões que supra-citei á cabeça e à cernelha. Trabalhinho perfeito nas últimas três décadas.
O esquema de alternância política hoje denominada neo-liberal e que ainda conheço pelo nome arcaico e vulgo de capitalismo selvagem, têm favorecido, quer a nível nacional, europeu e internacional, o acentuar das desigualdades. Não será necessária muita inteligência para prever que esse caminho é o da destruição do planeta. Ou pelo menos de alguns do planeta.
Todas as dividas e dividendos, tal como a vida, o amor e a morte têm com certeza uma T.A.E.G.; para aplaca-la, um pouco de “burguesismo” acessível aos miseráveis… de quem falo? Uma crescente massa de licenciados de um incrível analfabetismo funcional, de um complexo de superioridade invejável ao próprio Rasputine, cuja “burguesisse” é cultura e aculturação. São estes os quadros médios que agastam as coisas de que se fazem coisas.
Recebi um mail curioso, aqui há uns dias atrás. Uma Fundação (só o nome “Fundação” esconde-me sempre algo…), convida-me a participar num evento que visa discutir Portugal. Nome sugestivo: Fundação Lusitania. Tema:1ª Conferência da Portugalidade – Valores, estratégias e soluções. Promovido por um certo CRES (Clube de Reflexão Económico-Social) e patrocinado por uma série de instituições privadas, empresas, que por certo ao abrigo do mecenato, obtêm (dois em um) mediatismo e fazem lobby. Que raio: as esmolas nunca são anónimas; deve ser algum tipo de auto-absolvição do “euísmo”. Forte contributo para democracias musculadas, é o que é! A julgar pelas personalidades promotoras que estão visíveis; as outras…estão ocultas.
O antigo regime teve ao menos esta virtude: legitimou um 25 de Abril que hoje seria impossível, até porque, desregularia o regular funcionamento das instituições democráticas.



Sem comentários:
Enviar um comentário